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KEITH HUDSON O PRINCIPE DAS TREVAS DO REGGAE

Written by on 28 de outubro de 2021

Frequentemente chamado de “Príncipe das Trevas” do reggae, Keith Hudson foi um dos produtores e vocalistas mais inovadores do gênero na era de ouro do reggae, constantemente mencionado junto com Lee Scratch Perry. Seu quarto álbum, Flesh Of My Skin, Blood Of My Blood, foi lançado em 1974 com boa recepção da crítica em Londres, abrindo caminho para seu sucesso futuro e estabelecendo uma base para seu legado criativo. Comparado na época com o trabalho de Bob Marley & The Wailers, o som de Hudson era nervoso e subversivo, um novo ‘reggae noir’ em perfeita sintonia com o zeitgeist do reggae rebelde prestes a dominar o mundo. Isso é o que a Pitchfork chamaria de “raízes eternamente negras… e os vermes que se contorcem na lama da mente compartilhada.”

A VP Records remasterizou a prensagem original do álbum e incluiu três faixas que não fazem parte do original, além de extensas notas de capa do biógrafo de Hudson, Vincent Ellis, tornando este o lançamento definitivo de um clássico obscuro do reggae. O álbum não estava disponível em nenhum formato desde a edição de 2004 do Basic Replay. Além das edições em disco de vinil e CD, esta será a primeira vez que o álbum estará disponível em plataformas de streaming digital. Keith Hudson passou um tempo de sua vida na cidade de Nova York, perto da localização histórica e atual da VP Records na Jamaica Avenue, no Queens. Hudson e seu parceiro de negócios ficavam na Avenida Jamaica 176-11, onde fizeram gravações para os selos Disk Disc e Joint International. Além deste álbum, a VP lançou anteriormente Hudson’s Rasta Communication (Greensleeves, 1979/2014), Rasta Communication In Dub (2014) e Pick A Dub (2016).

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“A música jamaicana mais comovente e satisfatória que já ouvi desde ‘Catch A Fire’ e que supera esse álbum, este é o álbum do ano, sem dúvida.” Carl Gayle, Black Music Magazine (1974).

“Raízes eternamente negras, rabiscos estranhos e os vermes que se contorcem na lama da mente compartilhada.” – Pitchfork (2004)