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A Grande Cantora e Mulher, Maria Elvira. Conheça sua Trajetória

Written by on 16 de fevereiro de 2021

Maria Elvira, nascida e criada na zona leste aprendeu a tocar na rua de maneira natural, em coletivos de amigos, Jans Sessions nos bares de Itaquera, e atividades culturais da região. Aos 26 anos decidiu levar de maneira profissional e se aventurou na noite de SP tocando do samba a soul music, passando pelo reggae, e outros estilos, e aí iniciou a produção de música autoral, tendo feito parte do Coletivo Engrenagem Urbana por 3 anos. Lançou dois EPS, abriu shows como de Tulipa Ruiz, Emicida, Arnaldo Antunes e o Rapper Xis. 

Paralelamente recebe o convite do produtor Kas Dub para gravar a música “Você não pode me Dar”, versão brasileira da já consagrada “No No No” ( Dawn Pen) hoje com mais de um milhão de acessos por engajamento praticamente espontâneo por parte do público. 

Na sequência grava o “Dia Acorda”, outra música bastante conhecida nos bailes e apreciadores da Cultura Sound System. Em 2014 grava um álbum inteiro com o produtor Kas Dub, o “Chants Inna Babylon”, de onde mais um single se destaca, “Essa Noite”. 

Ainda no ano de 2020 Maria lançou mais uma composição dentro da Coletânea Sound System Sampa, também produzida pelo Kas Dub, “Que Você Seja Feliz” que está nas plataformas digitais.

Pra esse ano sai um áudio visual gravado no estúdio 185, um importante estudio de SP. Nessa gravação Maria traz canções novas feitas no violão que vão ter muitas influências, como jazz, afrobeat a música brasileira, e também o reggae. O material deve ser veiculado no segundo semestre.

SAIBA TODA TRAJETÓRIA DA GRANDE CANTORA MARIA ELVIRA

“Eu sou uma mina nascida na favela que sempre amei a arte. Cantava na janela imitando cantoras de jazz, e nem sabia o que era isso; onde tinha palco eu invadia sem a menor vergonha. Aos 19 anos tive meu primeiro filho e dois meses depois perdi meus avós que me criaram, fiquei sem chão. Demorei pra me estruturar, tive uma depressão pós parto muito forte mas passei por tudo isso. Com 26 anos tive o segundo filho, o João, que nasceu com Artrogripose, (articulações rígidas) passou por 9 cirurgias, e até hoje eu e o pai dele seguramos a onda. Quando João nasceu eu sabia que não iria trampar fora, minha tia me deu um violão e eu pegava bares a noite pra fazer um dinheiro. E aí comecei a compor, o pai do João sempre entendeu e nós seguimos essa caminhada. Quando gravei com a Engrenagem vieram coisas boas, como o início de um certo reconhecimento!” Maria Elvira.

Maria teve medo, ela não sabia lidar, as pessoas em sua volta a assustam, e por isso sempre foi tida como arrogante, mas na real sempre foi muito mais timidez.

Em 2014 Maria começou a ter uma depressão, não estava feliz com seu casamento, com o projeto que estava, já tinha gravado com o Kas Dub, mas assim mesmo a saída foi sair de SP indo morar no litoral pra esquecer o lance da música. Começou vendendo salgado na rua, mas o dinheiro era pouco, e ela que já não tocava em bar resolveu voltar pra música para conseguir sustentar seus filhos, e já no litoral, conheceu uma mulher importante em sua caminhada, Heloísa Figueiredo, uma professora de canto, com a qual estudou música durante quase 4 anos num Coral. Com o auxilio de Heloísa, acabou sendo auxiliar dela.

– “Ela me indicou pra trabalhar num escola de música, e ali fiquei um ano, tendo a experiência de ser professora, o que me ensinou muito. Inclusive, venci vários pré conceitos pois meus alunos eram quase todos evangélicos, mas eram sensacionais, e eu sendo sempre mística e espiritualista, abracei com muito amor essa função. Sem distinção.”

Maria hoje com 40 anos ainda segue com uma grande vontade de lançar mais um álbum.

– “A arte Salva. Imagina uma menina periférica, imagina o que teria sido minha vida sem as artes. Uma vida árida”.
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MARIA ELVIRA E A PINTURA

– “A pintura é pra mim uma meditação, um método de auto conhecimento, um reconhecimento do simbolismo, das coisas que eu acredito, uma afirmação da minha consciência pra ela mesma, um embelezamento do espaço exterior, através de um mergulho no cosmo, na natureza e na teia da vida pra qual eu dirijo meu respeito.”

Seus quadros não são religiosos mas expressam o sagrado pra ela. Desde pequena Maria esporadicamente fazia pinturas, mas em 2019 essa forma de expressão bateu forte.

Algumas de suas artes, que inclusive Maria coloca a disposição pra venda:


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